terça-feira, 28 de outubro de 2014

Parabenos


Eu leio sempre a composição química dos produtos, gente como é difícil achar produtos sem esse tal de parabeno, rsrsrs.
Como boa aromaterapeuta que sou costumo comprar sempre gel ou creme neutro e óleo vegetal e preparar meus produtinhos amo muito isso!
Mas os produtos para cabelo não dá fica complicado, uso receitas caseiras para hidratar, nutrir e restaurar com maisena, óleos vegetais e essenciais, babosa etc e tal, mas creme de pentear não dá.
Sem falar que ganho muitos produtos de beleza, quando vou olhar a composição que decepção, é parabeno é parafina e outras composições.  
Mas hoje vou escrever sobre esse tal de parabeno.
Ele é Composto químico que age como conservante e podem ser encontrados em certos alimentos, medicamentos e principalmente em cosméticos, devido ao seu baixo custo.
De acordo com o Food and Drugs Administration (FDA) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo dos EUA, os parabenos são uma classe de compostos químicos, normalmente utilizados como conservantes, principalmente em cosméticos. 
Os tipos mais comuns são o metilparabeno, o propilparabeno, o etilparabeno e o butilparabeno.
Segundo o FDA, entre os produtos que podem conter parabenos estão maquiagens, desodorantes, hidratantes, loções, esmaltes, óleos e loções infantis, produtos para o cabelo, perfumes, tinta para tatuagens e até mesmo cremes de barbear.
Além de cosméticos, podemos encontrar esses compostos em certos tipos de alimentos e remédios.
O uso de produtos que contêm parabenos é tema bastante polêmico.
O principal motivo disso é a discussão sobre tais compostos químicos serem ou não carcinogênicos (causarem câncer).
Tudo começou com uma série de e-mails virais informando que o uso de desodorantes estaria ligado ao desenvolvimento de câncer de mama.
Essa declaração teve origem em uma pesquisa de 2004 que correlacionaria o desenvolvimento de câncer de mama com os parabenos.
Nesse artigo, eram levados em conta os xenoestrogênios fracos, encontrados em desodorantes.
Atualmente, tanto a Sociedade Americana de Câncer (ACS), quanto a Agência Internacional pelo Estudo do Câncer (IARC), que faz parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmam que não existem provas contundentes que possam relacionar os compostos químicos parabenos com o desenvolvimento de câncer.
Ainda assim, outros estudos apontam que o consumo de produtos que possuem parabenos pode causar alergias cutâneas e o envelhecimento precoce da pele.
O parabeno interfere no sistema endócrino de humanos e animais - ele possui uma atividade estrogênica - por conta disso ele é considerado um disruptor endócrino. Atualmente, essas substâncias vêm ganhando relevância, pois mesmo em doses pequenas podem causar malefícios à saúde e ao meio ambiente.
O controle sobre a quantidade de parabenos presentes em cosméticos é bastante rígida. 
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu como limite as concentrações máximas de 0,4% de cada parabeno e um máximo de 0,8% de parabeno total, no produto cosmético.
A ANVISA (Agência Nacional de Segurança Sanitária) afirma que as fórmulas comercializadas atualmente que usam parabenos estão sob controle, pois apresentam quantidade dentro dos limites de uso.
 “Muito se especula acerca de diversos componentes cosméticos e sua segurança, porém sem nenhum fundamento científico ou afirmação plausível”, disse o órgão em nota.
No exterior o movimento “anti-parabenos” parece ter mais força.
A Dinamarca já baniu o uso da substância em produtos voltados para crianças.
Já no Brasil a polêmica foi tanta que, apesar de a substância não ter sido banida, várias marcas de cosméticos começaram a retirá-la da composição de seus produtos.



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