quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Óleo essencial de Estragão

ÓLEO ESSENCIAL DE ESTRAGÃO - Artemisia dracunculus
Por: Fabian Laszlo



O nome estragão parece ter vindo do grego, drakon, devido ao seu rizoma parecido com uma serpente e acreditava-se que o estragão não só protegia contra os dragões e serpentes quanto também e...ra usada para o tratamento de picadas de cobras.
Existem duas variedades que produzem OE com teores de constituintes bem diferentes. A variedade russa que possui maior teor de metil eugenol (5-29%) e a francesa com mais metil cavicol (=estragol) (50-87%). A variedade francesa possui cerca de 3% de óleo essencial e a russa menos de 1% na planta.

O estragão francês costuma ser o mais comum. Possui quantidades de estragol (=metil chavicol) geralmente acima de 60%. Outros contituintes presentes no óleo podem ser anetol (0-20%), ocimeno (0-20%), metil eugenol (0-30%), sabineno (0-40%), terpinen-4-ol e limoneno. Sua principal linha de ação é sobre o sistema digestivo. É um excelente remédio para tratamento de putrefações e fermentações intestinais e estomacais, como carminativo e estomáquico. Age também em colites e inflamações intestinais. É também um bom anti-convulsivo e anti-espasmódico, empregado em cólicas, crises epiléticas e espasmos respiratórios (asma). É também aproveitado em espasmos musculares e cãibras (3-4% em óleo de massagem localmente). O estragol e anetol presentes no óleo agem em distúrbios menstruais como cólicas, dores e dimenorréia. Na área capilar é usado como um tônico que ajuda no crescimento dos cabelos.

Estudos de Sayyah e Kamalinejad do Instituto Pasteur do Iran comprovaram que o óleo essencial obtido do estragão possui realmente potencial anticonvulsionante e anti-espasmódico. A erva é utilizada oralmente na medicina popular do Iran como anti-epiléptica.

Outras pesquisas do Departamento de Agricultura da Universidade do Misissipi comprovaram o potencial do óleo de estragão como anti-fúngico. O óleo teria sido testado no fungos Colletrotichum fragariae, Colletrotichum gloeosporioides e Colletrotichum acutatum. Os principais constituintes ativos foram 5-fenil-1,3-pentadieno (11%) e metileugenol.

Ambos os óleos (variedades francesa e russa) possuem indicações parecidas. Estudos demonstraram ter o estragol potencial carcinogênico em ratos. Ele é metabolizado no fígado no componente carcinogênico 1’-hidroxiestragol. Isso significa que óleos contendo este componente devem ser usados internamente com cautela. O estragão apresenta excelentes resultados nos distúrbios acima indicados, porém deve ser empregado por período curto de tempo: dias ou poucas semanas via oral. Não existem casos relatados em livros sobre ter causado câncer em humanos. Para ser tóxico em humanos teria que ser ingerido em altíssimas doses, pois poucas doses são facilmente eliminadas. Seu DL50 é 1.9 ml/kg em ratos. Evitar em crianças e grávidas.

Há relatos de aromaterapeutas utilizando o óleo de estragão via inalação com efeito muito positivo na redução da compulsão por comida com consequente emagrecimento.

É um óleo sedativo do sistema nervoso, que diminui o stress e deixa a pessoa com mais disposição pela vida. 

Fonte: Laszlo


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