sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Casas barulhentas tornam crianças menos inteligentes apontam estudos


Descubra agora como o barulho industrial de máquinas, carros, construção, ventiladores, serralherias e familiares gritando, podem tornar seu filho menos inteligente (-QI) e impactar em seu futuro. 



Trecho do livro “O cérebro que se transforma”, de Norman Doidge:


"Vários estudos o alertaram para a contribuição de um fator ambiental.
 Um estudo intrigante mostrou que, quanto mais próximas as crianças moravam do aeroporto barulhento de Frankfurt, na Alemanha, menor era sua inteligência. Um estudo semelhante, sobre crianças de um orfanato localizado acima da via expressa Dan Ryan, em Chicago, revelou que, quanto mais perto da via expressa o andar onde a criança morava, menor era sua inteligência. Assim, Merzenich começou a se perguntar sobre o papel de um novo fator ambiental de risco que podia afetar a todos, mas tinha efeitos mais danosos sobre crianças geneticamente predispostas: o ruído de fundo contínuo de máquinas, às vezes chamado de ruído branco. O ruído branco consiste na soma de muitas frequências e é um estímulo muito potente para o córtex auditivo.



Os bebês são criados em ambientes cada vez mais ruidosos. Sempre há uma barulheira" diz ele. O ruído branco está agora em toda parte, vindo de ventiladores, de nossos produtos eletrônicos, ar-condicionado, aquecedores e motores de carro. Como um barulho desses afeta o cérebro em desenvolvimento?, perguntou-se Merzenich.

Para testar essa hipótese, sua equipe expôs filhotes de rato a pulsos de ruído branco durante todo o período crítico e descobriu que o córtex dos filhotes ficou devastado.

“Sempre que tem um pulso", diz Merzenich, "você está excitando tudo no córtex auditivo - cada neurônio." Assim, a ativação de muitos neurônios resulta numa liberação maciça de BDNF (1). E, tal como previsto pelo seu modelo, essa exposição leva a um encerramento prematuro do período crítico” Os animais ficam com mapas cerebrais indiferenciados e com neurônios que são ativados por qualquer frequência de forma completamente indiscriminada.”




Recentes estudos tomográficos confirmam que as crianças autistas processam o som de uma forma anormal. Merzenich acredita que o córtex indiferenciado ajuda a explicar por que elas têm problemas para aprender: um córtex indiferenciado gera muita dificuldade para prestar atenção. Quando solicitadas a se concentrar em alguma coisa, essas crianças experienciam uma confusão de estrondos e zumbidos - um motivo que explica por que as crianças autistas frequentemente se retiram do mundo e criam uma concha. Merzenich acredita que esse mesmo problema, de forma mais branda, pode contribuir para os distúrbios de atenção mais comuns.
(1) BDNF é uma proteína produzida no cérebro que está relacionado com a estabilização do conteúdo aprendido. Se ele é descarregado maciçamente pode “estabilizar o cérebro antes que tenha diferenciado ou aprendido”, a aprendizagem futura fica muito dificultada.

Comentário: A natureza produz sons, mas normalmente são intermitentes e diversos. Desta forma, o cérebro vai aprendendo a diferenciá-los e ao final de alguns anos possui uma grande riqueza de percepção auditiva. Quando a criança fica saturada de ruídos de toda espécie (ruído da “rua”, de várias TVs ligadas, etc) tudo fica embaralhado e conflituoso. A mente faz seu trabalho de discriminação auditiva com muita dificuldade e stress. O que o autor diz é que este stress leva a uma descarga de BDNF, o que faz com que o cérebro praticamente pare de aprender antes de ter habilidades desenvolvidas (sem diferenciação cortical).

Ele associa este problema ao autismo (que aumentou muito nas últimas décadas), aos distúrbios de déficit de atenção (que também aumentou muito). Alguns estudos associam à depressão e ao transtorno bipolar. 

O autor não levantou dois agravantes modernos: a exposição a campos elétricos e a falta de contato com o solo para descarga da energia acumulada no corpo humano. Estes dois fatores são com certeza duas fortes fontes de stress.



É imprescindível manter a casa silenciosa, quando existem nela crianças até 8 anos. Eventualmente coloca-se música ou liga a TV. O impacto dos ruídos no cérebro é muito grande. Jamais deixe a TV ligada para os filhos dormirem, é um momento em que o cérebro não deve ser excitado. Acostume seus filhos a lerem quando forem dormir (ou folhear livros, ou cantarem, etc). 

Esta regra também é importante para adolescentes e adultos. O silêncio é muito importante para o cérebro e para o descansar do corpo. 

Naturalmente, este é apenas um dos vetores dos problemas de stress e de dificuldade de atenção – um problema comum nos dias de hoje. Tão comum que afeta a eficiência de grande parte da força de trabalho no Brasil.
Fonte: http://www.psicologiaracional.com.br/2012/11/poluicao-sonora-inteligencia.html


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