sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O que é asma?




Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores em que várias células e elementos celulares participam. A inflamação crônica resulta em uma resposta exagerada das vias aéreas levando à limitação ao fluxo de ar, que pode ser reversível espontaneamente ou com uso de medicamentos específicos. Manifesta-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância (chiado), falta de ar, aperto no peito e tosse, especialmente à noite e pela manhã, ao despertar. Resulta, principalmente, da interação entre fatores genéticos e exposição a fatores ambientais que desencadeiam e perpetuam os sintomas.

O que sente quem tem asma?

A asma manifesta-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância (chiado), falta de ar, aperto no peito e tosse, especialmente à noite e pela manhã, ao despertar.

Eu tenho asma... meu filho também vai ter?

Asma é uma doença genética. Logo, quem tem asma nasce com a doença e a terá por toda sua vida. Porém, apesar da asma não ter cura, existe o controle da doença que pode ser atingido com o entendimento do problema, uso correto das medicações e afastamento dos fatores ambientais que funcionam como gatilhos para o despertar das crises de asma.
Alguns dos fatores desencadeantes da asma são: alérgicos (pó domiciliar, ácaros, pêlo, fungos, polens); infecções respiratórias virais; irritantes (fumaça  de cigarros, poluição do ar, aerossóis); variação climática (exposição ao frio); medicamentos (beta-bloqueadores, aspirina, antiinflamatório não hormonal); asma induzida por exercício; e alterações e ou distúrbio emocionais.
Como mencionado, asma é uma doença genética e, portanto, pode ser herdada pelo filho. Caso o pai ou a mãe tenham asma, as chances do filho aumentam, o que não significa que o filho será asmático. Por outro lado, pais não asmáticos podem ter filhos com a doença.

 
Quais são as causas da asma?


Na asma ocorre uma inflamação crônica (em que várias células e elementos celulares participam), que gera um aumento da reatividade das vias aéreas (brônquios e bronquíolos), associada à obstrução variável do fluxo de ar difusamente nos pulmões, podendo ser reversível espontaneamente ou com uso de medicações. Estas alterações determinam episódios recorrentes de sibilos (chiado), falta de ar, tosse e aperto no peito, principalmente à noite e no início da manhã. Alguns dos fatores desencadeantes da asma são: alérgicos (pó domiciliar, ácaros, pêlo, fungos, polens); infecções respiratórias virais; irritantes (fumaça  dos cigarros, poluição do ar, aerossóis); variação climática (exposição ao frio); medicamentos (beta-bloqueadores, aspirina, antiinflamatório não hormonal); asma induzida por exercício; e alterações e ou distúrbio emocional. Não existe uma causa única para a ocorrência da asma. Sua ocorrência é o resultado da interação entre fatores ambientais, genéticos e outros fatores específicos, que levam à persistência da inflamação, mantendo os sintomas da doença.

 
Asma mata? O que são crises de asma?

Sim. A asma pode levar à morte se não diagnosticada e tratada corretamente. No Brasil, esta é a terceira causa de hospitalização pelo SUS, provocando 376 mil internações ao ano, de acordo com estudos epidemiológicos do DATASUS. De acordo com dados da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, morrem em média 6 pacientes diariamente em decorrência da falta de diagnóstico e/ou tratamento adequados. Os dados epidemiológicos colocam o Brasil como 8º país no mundo em número de casos de asma.
A crise de asma, também conhecida como exacerbação da asma ou asma aguda, está relacionada ao aumento progressivo de falta de ar, tosse, sibilância (chiado), aperto no peito, sintomas noturnos e/ou a associação desses destes sintomas.

Asma é igual à bronquite?

A confusão existente entre asma e bronquite ocorre porque “bronquite” se consagrou como um termo leigo para nomear uma doença que, na verdade, é asma. A palavra bronquite (isoladamente) significa apenas inflamação dos brônquios (tubos que levam o ar para dentro e para fora dos pulmões, durante a respiração) e configura um termo pouco específico. Dependendo dos fatores causais, existem vários tipos de bronquite (inflamação dos brônquios). Esses fatores possuem diferentes mecanismos que perpetuam o processo inflamatório e, consequentemente, determinam a duração do problema (agudo ou crônico).
Existem classificações que são importantes para o completo entendimento da doença:

1- A bronquite viral é caracterizada por tosse, dor no peito, catarro branco e apresenta sintomas semelhantes aos apresentados nos resfriados e gripes. Possui duração de dias, podendo chegar até a algumas semanas (bronquite aguda), evoluindo para cura sem uso de antibióticos.

2- A bronquite bacteriana geralmente é decorrente da complicação da bronquite viral (aguda), quando sua duração torna-se mais prolongada. A expectoração (catarro) torna-se amarelada ou esverdeada e em maior quantidade, podendo ter ou não febre. Neste caso, o uso de antibióticos torna-se necessário, uma vez que a presença de bactérias revestindo o epitélio brônquico leva à perpetuação da inflamação.

3- A bronquite é considerada crônica quando há tosse persistente com catarro por mais de três meses no ano, por pelo menos dois anos consecutivos. Tosse e expectoração apresentam-se mais intensos no período da manhã e nos meses de inverno. O tabagismo é a principal causa da bronquite crônica, seguido da exposição a outros agentes irritantes inaláveis (fumaça gerada pela combustão de lenha, gases tóxicos produzidos pela indústria etc). A exposição crônica aos agentes irritantes provoca uma inflamação dos brônquios e pulmões, levando a maior produção de muco e obstrução das vias aéreas. A bronquite crônica é um tipo de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

4- A bronquite alérgica (inflamação crônica dos brônquios de causa alérgica) é o que chamamos de asma brônquica. Não é incomum as pessoas utilizarem o termo bronquite como sinônimo de asma, muitas vezes, por não entendimento da doença ou na tentativa de evitar o uso da palavra asma, que pode parecer uma doença grave e de difícil tratamento. Também, por bronquite ser um termo difundido em nossa sociedade, passando de pais para filhos ao longo das gerações, que acabam utilizando esta terminologia de forma errada.
Com o entendimento da doença, o melhor termo para defini-la é asma brônquica, pois tanto o asmático quanto o profissional de saúde terão maior atenção, alcançando melhores resultados para seu controle.

Fonte: 
Dr. José Eduardo G. Rodrigues
CRM: SP82485

Um comentário:

  1. Olá,

    Gostei muito deste post, tenho asma crônica desde os 21 anos, ou seja a 31 anos sou asmática, mas graças a uma excelente médica que conheci em 2006, nunca mais fui parar nos CTI's da vida e hoje, apesar de usar remédio todos os dias, estou super controlada e quase sem crises e muito, mas muito feliz!
    Agradeço a oportunidade de falar sobre o assunto, pois estou para fazer um post no meu blog sobre o assunto, mas sempre vou adiando.

    Beijos.

    ResponderExcluir

Obrigada por deixar seu comentário.